|
Era uma vez um certo lugar onde morava um casal de velhinhos. O velhinho ia todos os dias às montanhas colher gravetos. Na montanha, ele deixava o almoço que a velhinha preparava embaixo de uma árvore. Certo dia, quando chegou a hora do almoço e o velhinho preparava-se para abrir o almoço, levou um susto. Dentro do embrulho, havia um pardal dormindo. O pardal havia comido o almoço do velhinho e estava tirando uma soneca. O velhinho pegou aquele gracioso pardal e levou-o para casa. O velhinho e o pardal se davam muito bem, por isso estavam sempre juntos. Na hora do serviço, mesmo na hora das refeições, o pardal estava próximo ao velhinho, ora subindo no seu ombro. O velhinho gostava muito do pardal e colocou-lhe o nome de "Tchun" e sempre estava a brincar com este. Um certo dia, o velhinho foi para a montanha e deixou Tchun em casa. A velhinha preparou uma espécie de goma (usado para engomar roupas) e foi ao rio lavar roupas. Tchun, sozinho em casa experimentou um pouco. Ele achou que a velhinha com certeza iria dar bronca, mas mesmo assim, como a goma estava muito gostosa, ele comeu tudo. A velhinha, quando voltou do rio e viu que a goma que ela tinha preparado havia acabado, ficou muito brava e perguntou: – Quem foi que comeu a goma que eu preparei? E vendo que o bico do pardal estava lambuzado do mesmo produto, disse: - Este pardal malvado! Assim, a velhinha pegou o pardal e com uma tesoura, cortou sua língua e tocou-o para fora de casa. O pardal então voou para longe. Algum tempo depois, o velhinho voltou da montanha e chamou o pardal, Como este não apareceu, ele perguntou: - Ei mãe, onde está o Tchun? - Aquele pardal malvado comeu toda a goma que eu preparei, por isso eu cortei sua língua e o expulsei de casa, respondeu a velhinha. - Onde já se viu uma coisa dessas! Você foi muito má.... Dizendo isso, o velhinho foi à procura de Tchun. O velhinho começou a caminhar pela floresta gritando pelo Tchun. Depois de muito tempo, Tchun apareceu e levou o velhinho para sua casa. Chegando na casa do pardal disse: - Tchun a velhinha foi muito má e vim me desculpar. O pardal ficou contente e convidou o velhinho para dentro e fez um banquete para ele. Ambos estavam muito felizes e conversaram bastante. O velhinho preparava-se para levar Tchun para casa, quando o pardal disse: - Eu não posso mais encontrar a velhinha. O velhinho ficou triste e ao mesmo tempo, compreendeu o pardal. Sendo assim disse: - Eu tenho que ir embora. O pardal, então, trouxe duas cestas e disse: - Ei velhinho, por favor leve uma lembrança. Escolha entre a cesta grande e a cesta pequena. – Eu sou velho, por isso é melhor pegar a pequena. O velhinho pegou a cesta e voltou para casa. Quando chegou em casa, o casal de velhinhos abriu a cesta e ficaram espantados: dentro da cesta havia ouro, prata e muitos tesouros e o velhinho contou à velhinha da sua jornada e a velhinha ficou brava: - Por que você pegou a cesta menor? Eu vou lá e pegarei a cesta maior! Ao chegar lá, o pardal perguntou-lhe: - Ei velhinha, por que veio até aqui? - Eu cuidei de você um tempão e por isso também mereço um presente, disse a velhinha. O pardal ofereceu-lhe um banquete e, então a velhinha disse: - Eu não tenho muito tempo, por isso traga-me o presente. O pardal então trouxe as duas cestas, dizendo: - Fique à vontade para escolher entre a cesta grande e a cesta pequena. - Eu tenho pernas ágeis por isso levarei o cesto grande, disse a velhinha pegando o cesto grande e deixando a casa do pardal. Depois de um tempo a velhinha ficou cansada e por isso resolveu descansar um pouco. Ela ficou com vontade de ver os tesouros que haviam no cesto, lembrando-se que o pardal recomendara: - Não abra o cesto antes de chegar em casa. Mas a velhinha, não agüentando mais de curiosidade abriu o cesto. De dentro do cesto, cobras e muitas criaturas malignas saíram do cesto. A velhinha que cortou a língua do pardal levou um susto tão grande que seu coração parou de bater.
Data de criação : 02/03/2007 : 10:12
Última atualização : 02/03/2007 : 10:12
Categoria : Lendas
Página lida 1187 vezes
Visualizar impressão
Imprimir a página
|
|